ADI da ANAPcD contra Reforma Tributária será julgada em 18 de junho pelo Supremo Tribunal Federal

maio 30, 2026

ADI da ANAPcD contra Reforma Tributária será julgada em 18 de junho pelo Supremo Tribunal Federal

O STF – Supremo Tribunal Federal confirmou uma nova data para o julgada das ADIs 7779 e 7790 para o dia 18 de junho.

O julgamento estava agendado para 21 de maio, mas o Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal anunciou o adiamento das ADIs 7779 e 7790, ações que discutem direitos das pessoas com deficiência e das pessoas com transtorno do espectro autista afetados na Reforma Tributária.

Agora, o julgamento foi marcado para 18 de junho.

As ações sustentam que a regulamentação aprovada pelo Congresso Nacional teria criado critérios mais restritivos para acesso aos benefícios tributários, podendo atingir diretamente pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual, múltipla e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

A ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade 7779 foi interposta pelo Instituto Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência Oceano Azul.

Na ADI 7790, a ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, questiona dispositivos da Lei Complementar nº 214/2025 que restringiram a isenção tributária na compra de veículos por pessoas com deficiência, excluindo grupos anteriormente contemplados, como pessoas com TEA nível 1 de suporte.

A ação da ANAPcD foi proposta pelos advogados Marcos Antonio da Silva, Karyna de Almeida Carvalho e Jairo Varella Bianeck.

O julgamento, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, trata de temas ligados à inclusão, à mobilidade e à proteção dos direitos das pessoas com deficiência.

A ANAPcD buscou o apoio da sociedade brasileira e conseguiu uma grande movimentação e forte mobilização pelas redes sociais que defendia a manutenção integral dos direitos tributários do segmento. As entidades argumentam que a Reforma Tributária não pode resultar em retrocessos sociais nem reduzir instrumentos de acessibilidade e inclusão.

A Associação já prepara uma nova estratégia para mostrar aos Ministros do STF a importância do julgamento dando precedência as ADIs.

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